27 de fevereiro de 2012

30!


Eu demorei para criar coragem... pensei umas mil vezes sobre o quê escreveria e não peguei o notebook, porque eu andava ocupada, mas depois de passar duas horas checando respostas sobre hospedagem para nossa próxima viagem, criei vergonha na cara e estou aqui!
É bem verdade que tem gente que não acredita. Em janeiro, eu estava no elevador com uma moradora nova aqui do condomínio e ela ficou supresa com o tamanho do Caio e ela me fez uma pergunta que eu não acreditei na hora: ele não é seu filho, né? Como, minha senhora? tá doida? Carinha de mamãe, como não? Sim, é meu filho.
Daí, ela ficou meio sem jeito e disse é que você é muuuito nova... desculpa perguntar, mas quantos anos você tem?
Eu, que nem imaginava o que se passava pela cabeça da mulher, fui logo entregando... Faço 30 mês que vem...
Ela deu um sorriso (tipo, um você mente, né?)... É que eu poderia jurar que você não tem mais do que 18!
Ganhei o dia!!! Rostinho de 18... rs ADORO!!!
O fato é que agora eu tenho 30. TRINTA ANOS!!!
Eu sinto como se ainda tivesse 18... ainda não sei o que serei quando crescer, serei funcionária pública? Serei dona do meu próprio negócio? Ou vou encarar chefe chato, salário apertado e metrô lotadaço?
Acho que quero ser mãe do Caio!! Eu vou fazer o que mais eu puder para comprar nossa casa grande, com garagem para pelo menos 2 carros, não que eu dirija! Ainda que para isso terei que encarar confraternizações de final de ano. Arrrrrgh!!!

10 de janeiro de 2012

E hoje faz um ano...

A mãozinha dele com 1 mês

que eu me tornei mãe. Engraçado porque não estou com a sensação de que é aniversário dele, como se fosse aniversário da minha mãe ou do Edu, mas como se fosse uma vitória nossa.

Um ano de família, de chorinho de madrugada, de tirar febre, de não chorar quando ele toma vacina, de ficar calma quando ele se engasga.

De não me sentir culpada quando ele cai porque está aprendendo a se levantar sozinho. E de ficar orgulhosa de ver como ele cresceu e já consegue caminhar "de lado" fazendo o contorno do bercinho.

De ficar brava porque ele prendeu o dedo no rack da sala e achar graça depois.

De passar horas e horas olhando o rostinho dele, que agora cismou em ter dentinhos.

E cortar o cabelo dele e ficar morrendo de remorso de ver ele chorar porque tem um monte de cabelinhos fazendo cosquinha no nariz dele.

E aquela sensação de dever cumprido quando eu vejo ele dormindo no peito do pai dele e ver os dois dormindo... dá vontade de fazer o tempo parar e pedir mais um minutinho para ver aquele dois meninos dormirem tão tranquilos.

Desmame


Eu juro que comecei este post, salvei, e hoje fui procurar nos rascunhos e não encontrei nem uma letrinha se quer... sniff, sniff!!!
Então, vou começar tudo de novo.
O Caio começou a tomar leite artificial em setembro/11 porque comecei a estudar e com todas as refeições do bb, a minha produção de leite foi caindo lentamente e, por isso, não conseguia extrair com a bomba o suficiente para ele tomar durante o período em que eu fico no curso.
Daí, fui aumentando as doses ao longo do dia e em outubro, já eram 3 mamadeiras, contra 2 mamadas no peito.
É em novembro, por conta do casamento de uma amiga, ele ficou sem a mamada dos sonhos e ficou numa boa. Ficou sem a mamada pós almoço e nem sentiu falta. Daí, pensei que para ele seria uma boa encerrar a amamentação materna a partir daquele dia.
De fato, ele não sentiu falta... mas eu?
Vixe, senti muita falta, afinal, a amamentação é um momento único entre mãe e filho. É aquele momentinho em que ele se aconchega nos seus braços e fica quietinho. É o carinho que não dá para descrever, mas acho que é o melhor carinho que a gente pode dar a um filho.
Não tive febre, não fiquei com as mamas empedradas. Foi tão natural que nem a pediatra dele poderá me condenar...
Mas tem dias em que pego ele no colo e ainda sinto que falta alguma coisa. É um misto de culpa e sensação de abandono.
Coisa doida que é ser mãe... rs

4 de janeiro de 2012

2012






Sonho não!
(Ricardo Boechat)


Um amigo jornalista falava-me dia desses sobre o eterno duelo entre idade e sobrevivência profissional. De memória, listamos veteranos companheiros que estão por aí, à procura de um lugar ao sol nas redações. Entre um nome e outro, torcíamos com fé para que consigam voltar ao mercado... "A esperança é uma coisa muito boa; talvez a melhor delas", divagou Nilo, repetindo o bilhete deixado pelo fugitivo Andy Dufresne (Tim Robbins) para o também ex-presidiário Ellis Redding (Morgan Freeman), no filme "Um Sonho de Liberdade". A frase voltou quando a ISTOÉ me pediu este pequeno artigo sobre o que espero de 2012.

Ano-Novo sempre inspira projeções otimistas e fugir desse tom é atravessar o samba. Quem não gosta de Ano-Novo, definitivamente, bom sujeito não é. E tudo isso se deve à esperança, à necessidade humana de enxergar um amanhã melhor, sempre melhor. Mesmo assim, confesso que não lido bem com a esperança. Ela é a gêmea bem-intencionada da perversa ilusão. Enquanto esta frauda a realidade, engana sentidos e a inteligência, aquela expressa apenas algo positivo, desejado, mesmo que seja apenas nuvem. Ainda assim, admitamos todos, nenhuma data é tão propícia quanto o Ano-Novo à mistura nociva dessas duas irmãs de caráter tão distinto.

Podem conferir: nos votos que recebemos e, principalmente, nos que ouvimos – de autoridades, religiosos, misses... – as expectativas para o Ano-Novo vêm repletas de ilusões embrulhadas como esperança. É claro que todos queremos a paz mundial, o fim da miséria, a cura do câncer, a morte do Sarney. Mas a História mostra que isso é ilusão. Ainda assim, a cada dezembro somos massacrados pela mesma cantilena. Judeus e árabes ainda se matarão por muito tempo; fundamentalistas seguirão explodindo multidões; a fome continuará dizimando milhões e as guerras estarão entre nós por muitos séculos...

Sendo assim, não vou me iludir clamando aos deuses inalcançáveis por um 2012 melhorzinho. Apenas buscarei o possível, o palpável, na expectativa de melhorar ao menos a vida ao alcance de nossos olhos. Nada de querer do governo o fim da corrupção, do Judiciário transparência, da Chevron a verdade, do Pimentel a cabeça... É até covardia jogar tal fardo sobre os ombros de 2012.

Assim, meu pleito para o Ano-Novo é dirigido à Prefeitura de São Gonçalo, no Grande Rio. Ali, no Hospital Municipal Luiz Palmier, a dona de casa Maria Daiana Braga, 17 anos, perdeu seu bebê após esperar três dias por socorro adequado. Ela não quer o filho de volta, é claro. Mas apenas o prontuário médico sem informações falsas – como o que lhe foi entregue – para que possa ir à luta nos tribunais.
Será pedir muito para 2012?

Fonte: Revista Isto É em 04-01-2012.

27 de novembro de 2011

Dona de casa, eu?


Já faz um tempo e eu estava vendo uma reportagem no "plim-plim" quando, de repente, apareceu uma mocinha, no máximo uns vinte e poucos anos, ela falava sobre os problemas do bairro e embaixo do nome dela a reportagem escreveu "dona de casa".
Na ocasião fiquei cho-ca-da, como uma moça tão nova era dona de casa?
E não é que acontece?
Você tem lá os seus vinte e poucos (ou muitos) anos, daí, se casa, daí, faz um filho, daí, o emprego é uma caquinha (de nariz com rinite crônica!! rs), daí, larga o emprego, daí, quando você vê já é dona de casa!
Nada contra as donas de casa, mas é estranho alguém da minha idade se intitular desta forma. Acho que bate até uma vergonhinha, acho que falta a voz, abaixa a cabeça e disfarsa, sabe?
Outro dia mesmo me peguei falando como a minha mãe, quando era casada com o pai do Rodrigo e da Vanessa... "ah, não tou afim de ficar conversando com aquelas meninas (esposas de amigos do Edu), não tenho assunto com elas e tals."
Falei isso porque não tinha nada para falar, afinal, não rola ficar contando a última novidade na economia de luz ou como tirar aquela mancha da roupa do bebê, para pessoas que gostam de falar sobre como está o trabalho ou sobre como foi a aceitação de seu projeto pela chefia.
No mais, vou falar sobre o quê?
Sobre as muitas facetas da maternidade, sobre a minha quase desistência pelo segundo filho, sobre os mil planos que já fiz para um salário que eu nem sei quando vou ganhar?
Difícil.
O mais difícil é limpar tudo, lavar, cozinhar e nunca ver o fim do serviço... Quando o serviço é outro, você sabe que começa e vai terminar algum dia, ou que dependendo do que fizer, pode fazer uma outra coisa depois, diferente da primeira, mas aqui dentro desta casquinha não vejo outra coisa a não ser brigar com os meus cabelos que teimam em querer em se esparramar pelo chão recém limpo, que me fizeram desistir de deixar o Caio brincar no chão e colocá-lo num cercadinho.
Pobre Caio, às vezes, ele esfrega os dedinhos na tela e dá aquela impressão de preso de filme, que fica batendo a caneca de alumínio nas grades, sabe?
Minha mãe acha que a neura passa depois que eu voltar a trabalhar, será?

14 de novembro de 2011

Rua do Samba

Eu que hoje acordei 6h e foquei em estudar direito administrativo e gramática me pego as 18h no centro da cidade com pessoas que não conheço e que estão em volta de uma roda de samba!! todos cantam, bebem, fumam e se mechem de um lado para o outro... O cantor faz discurso político impedindo o que aprovem a criação de leis que impeçam os culto religiosos de tambor... Percebo o jeito das pessoas... tem muita gente da ''cor'' os ''dorme'' na rua, mulheres negras lindas com seus cabelos moldados na cabeça e tem a relaxadas com barriga caída de fora, mas a cara é a mesma um sorriso e balançando a latinha na mão, é tudo de graça mas a breja tem que pagar!!! Existem também os velhinhos do samba os ''consagrados'' uns barrigudinhos e com o andar devagar devagarinhooo e outros com o ritmo de Carlinhos de Jesus...Tem também o curioso que acabou de aparecer aqui para ver o que eu estou escrevendo! acho que ele ficou com medo ''deu'' estar fazendo alguma critica do evento! Já que quando eu cheguei o discurso do cantor era que a tal RUA DO SAMBA PAULISTA não cantava sambas Paulistas e sim modinhas de pagodinhos e de Rio de Janeiro e cidades afins.... O Rogério já foi lá para o palco claroooo!!! ele é branco só na pele mais a alma é preta até o último acho que é um castigo para quem você já sabe!!! Então agora no palco apareceu duas crianças com cabelo black power i eles cantam '' ELA É PRETA DA COR'' Eles cantam muitas música que todos cantam e se divertem muitas são as pessoas que vivem do samba e agora não estão preocupadas com nada só querem que a música role e a cerveja não acabe! pq amanhã é Domingo! I eu aqui observando e pensando quando é que vou ganhar meus r$5.100,00